
A Reforma Tributária vem sendo implementada de forma gradual desde 2023 e, com o calendário avançando, muitos microempreendedores já estão se perguntando: o que vai mudar para o MEI em 2026? O ano marca uma nova fase de transição no sistema tributário brasileiro, e entender essas mudanças é essencial para quem deseja manter seu negócio em dia com o Fisco e, claro, evitar surpresas desagradáveis.
Neste artigo, vamos explicar de forma simples e prática as mudanças previstas para o MEI em 2026 e o que você pode fazer para se preparar.
O MEI continua existindo em 2026?
Sim, o MEI continuará sendo uma figura central no sistema tributário simplificado. A Constituição Federal, após a Reforma Tributária, garantiu o tratamento favorecido para pequenos negócios, o que inclui o MEI. Portanto, a categoria continua ativa, com pagamento unificado via DAS, acesso a benefícios do INSS e possibilidade de emitir notas fiscais.
Quais mudanças já começaram a afetar o MEI?
A partir de 2025, algumas diretrizes começaram a ser implementadas, preparando o terreno para alterações maiores que chegam em 2026:
- Criação dos tributos CBS e IBS (que substituem PIS, Cofins, ICMS e ISS).
- Imposto Seletivo: incide sobre produtos como bebidas alcoólicas e cigarro.
- Sistema de nota fiscal eletrônica nacional para MEIs: já em funcionamento, trouxe mais padronização.
- Digitalização total da fiscalização: cruzamentos automáticos com dados bancários, fiscais e previdenciários.
O que muda para o MEI em 2026?
1. Cobrança indireta do IBS e CBS
O MEI não será obrigado a apurar diretamente o IBS e o CBS, como as empresas maiores. No entanto, esses tributos passarão a ser embutidos nos produtos e serviços adquiridos, aumentando os custos operacionais indiretamente, especialmente para MEIs que compram de fornecedores do regime normal.
Na prática: mesmo pagando o DAS como sempre, o MEI pode sentir aumento nos preços de insumos.
2. Nova faixa de faturamento em debate
O governo e o Congresso discutem o aumento do teto de faturamento do MEI para R$ 144.913,41 ao ano, equivalente a cerca de R$ 12 mil por mês. A expectativa é que esse novo limite seja aprovado até o final de 2025 e passe a valer a partir de janeiro de 2026.
Isso permitirá que mais empreendedores permaneçam como MEI, mesmo com crescimento nas vendas, sem a necessidade de migrar para o Simples Nacional.
3. Aumento do valor do DAS
Com a nova estrutura tributária e a atualização do salário mínimo, o valor do DAS poderá passar por reajustes. Em 2025, o valor gira em torno de R$ 70 a R$ 75. Para 2026, pode superar R$ 80,00 mensais, especialmente se a alíquota for ajustada com base na CBS e IBS embutidos.
4. Mais cruzamento de dados e fiscalização inteligente
Com a integração dos sistemas federais, estaduais e municipais, o Fisco terá acesso em tempo real a:
- Emissão de notas fiscais
- Faturamento declarado no PGMEI
- Dados bancários e movimentações
- Declarações previdenciárias
Ou seja: a informalidade está com os dias contados. MEIs que não informam corretamente seu faturamento podem ser desenquadrados automaticamente.
5. Obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica nacional
A emissão da nota fiscal eletrônica nacional (NFS-e) já está implantada para MEIs prestadores de serviços e, em 2026, todos os MEIs serão obrigados a utilizar esse sistema, inclusive os do comércio e indústria.
Isso elimina a emissão de notas manuais ou sistemas próprios estaduais, padronizando o processo.
O que NÃO muda para o MEI em 2026
- Continuidade do Simples Nacional como base do regime.
- Direito à previdência (INSS).
- Facilidade na abertura e baixa da empresa, tudo online.
- Pagamento unificado dos tributos em uma única guia (DAS).
Como se preparar para 2026?
Se você é MEI ou está pensando em se formalizar, aqui vão algumas dicas práticas:
- Atualize seu controle financeiro: evite ultrapassar o limite de faturamento.
- Comece a usar a nota fiscal eletrônica nacional: mesmo que ainda não seja obrigatório no seu estado.
- Utilize plataformas digitais para gerir seu negócio: como apps de gestão, emissão de NF, controle de clientes e vendas.
- Tenha um contador digital parceiro: o MEI pode contar com assessoria contábil para evitar erros e ter apoio em decisões estratégicas.
Conclusão
O ano de 2026 será um divisor de águas para a tributação dos pequenos negócios no Brasil. O MEI continuará existindo, só que em um cenário mais digitalizado, automatizado e com fiscalização reforçada. Isso exige maior atenção, controle e profissionalismo de quem deseja crescer de forma sustentável.
Manter-se regular com a Receita e acompanhar as mudanças é a melhor estratégia para evitar problemas com o Fisco e aproveitar as vantagens do regime simplificado.
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